segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Os Pais Envelhecem


Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho.

Eles chegam à nossa vida com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos e retribuem com gestos que enternecem. E retribuem com gestos que enternecem. Plena emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém
.
Quando nascem, os filhos comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos sua inocência e graça. Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor. Um sorriso é capaz de abri as portas de um paraiso.

Mas os anos passam e o filhos crescem. Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões. Trilham novos rumos, afastam-se da matriz. O tempo se encarrega da formação de novas famílias.Os netos nascem. Envelhecemos.

E então algo começa a mudar.

Os filhos já não tem pelos pais aquela atitude de antes.
Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.

 É quando o pais, idosos, dizem para si mesmo: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?

Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.

Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mais impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência.  Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.

Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.

Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. 

Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber.

Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.

Passeios, comida, roupas, médicos – tudo passa a ser decidido pelos filhos.

E no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente.
Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?

Sim, é o que a maioria dos filhos faz.

Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.

E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos tremulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.

A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto do dia da separação.
Um dia, o velho pai já não estará aqui. O cheiro familiar da mãe estará ausente.
As roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.

Então, VALORIZE O TEMPO DE AGORA com os pais idosos.

 Paciência com eles quando se recusam a tomar remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo. 

Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto... (FELIZ DAQUELE QUE AINDA TEM SEU PAPAI ou MAMÃE próximo para ABRAÇAR...)

 Acredite: Dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria. 
Mario Sérgio >>>>Colaboração:José Carlos Parra
 escrito em quarta 31 outubro 2007 10:11

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