Eugenia
Uma sociedade hedonista como a nossa descamba necessariamente para a eugenia. Os valores principais são o belo, o bom e o agradável. Tudo o que sair deste contexto deve ser eliminado. O valor do ser humano passa a ser o que ele venha a poder produzir e ser e nunca o é intrinsecamente. Um feto anencefálico é, cientificamente um ser humano vivo, apesar de muito doente e que em curto espaço de tempo morrerá. Se vai morrer intra ou extrauterinamente qual a razão para abreviar ainda mais sua vida? Há vários depoimentos de mães de fetos nessas condições que são antológicas pelo amor que demonstram para o filho mesmo sabendo que em pouco tempo irão perdê-los. Elas reconhecem seus filhos como seres humanos vivos, doentes sim, mas seres humanos. Não se consideram "caixões ambulantes" e demonstram por seus filhos um amor invejável. Eu tenho alguns desses depoimentos. Somente os mentores do nazismo é que definiam pessoas deficientes física ou mentalmente como seres com vida indígna de ser vivida. O fruto que a humanidade colheu foi o de milhões de mortos. Estaremos nós regredindo e voltando ao eugenismo?
Herbert Praxedes
Professor Emérito da UFF
Coordenador do Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina da UFF Bebê anencéfalo
A morte do filho anencéfalo é fato, seja ela após a gestação completa de 9 meses ou de interrupção. É fato consumado do qual não existe saída, perante o qual não se pode fechar os olhos, fato que não se pode fazer inexistente. Sou mãe de um bebê anencéfalo, meu filho nasceu e morreu há quase 1 ano. Amei-o desde o primeiro dia, isto não mudou após o diagnóstico, muito pelo contrário. Creio que não cabe a ninguém a não ser à própria mãe que carrega o seu filho, decidir qual a decisão com a qual ela conseguirá viver. Eu por mim, nunca conseguiria viver com a decisão de interromper a gravidez. Por mais doloroso que seja até hoje, preferi optar por organizar o sepultamento do meu filho, fazer o seu registro, amar e respeitá-lo como ser humano, como meu filho amado a ter que viver com o fato de que interrompi sua vida que ainda era vida e de que seu corpinho tenha sido jogado no lixo ou usado para estudos universitários. Mas como disse, isto cabe a cada mãe decidir e a ninguém mais. Existem as consequências psicológicas de uma gravidez de um bebê que se sabe que irá morrer, mas também existem os transtornos psicológicos (comprovados) após um aborto. Portanto, o aborto não pode ser justificativa para preservar a saúde mental da mulher. O que preservaria muito mais a saúde mental da mulher (e do casal!) é se médicos, enfermeiras e assistentes fossem mais preparados psicologicamente para estas situações e não virassem os rostos, não deixassem estas mulheres (e casais!) sozinhos neste momento. Não há necessidade de saber o que falar num momento como estes pois não existem palavras que confortem o suficiente. Mas a simples atitude de um abraço, de presença e de não-abandono fortalecem quem passa por esta situação.
Só posso repetir: Ame seu filho do jeito que ele é, ele é a melhor coisa que pode acontecer na sua vida e talvez esta seja a sua única oportunidade de entender o que significa o verdadeiro amor, absolutamente incondicional!
Aconselho a todos os interessados que visitem a homepage www.anencepahlie-info.org. Estou traduzindo o site para o português que me ajudou muito durante a minha gravidez. Após os primeiros tempos de vazio imenso, de dor de perda, em que o corpo tenta voltar ao normal, sem o bebê para amamentar, sem o bebê para preencher o vazio que deixou no ventre e na alma vem uma doçura, a doçura de amar o seu filho, infinitamente. Este amor sempre será acompanhado por uma leve tristeza, é verdade, mas não há nada, nada no universo que se compare ao amor de mãe! Não queria ter perdido um só chute que senti do meu filho, um só movimento, um só segundo. Pude deixa-lo partir com a certeza de que o amo, de que o aceitei e sei que o amor se sente com a alma, com o coração e não com o cérebro.
Amem seus filhos enquanto puderem, eles não nos pertencem, somos apenas seus protetores enquanto precisarem de nós. Uns precisam por mais tempo, outros são destinados a ser anjos de Deus. Como o meu anjo, meu anjo Gabriel
Christine
Pedagoga
Liberdade de Escolha
Sempre temos argumentos para os dois lados da questão, tem os pontos positivos e os negativos de uma interrupção. Acho que cada um tem sua opinião e deve agir da maneira que convém. Só posso falar por mim: "Eu jamais teria coragem de tirar um bebê que foi um presente de Deus, só ele tem esse direito, eu aceitaria o meu filho como é. Se Deus te enviou uma criança assim é por que ainda a algo para se aprender. Se está passando por essa situação, Ame o seu bebê, você tem nove meses para aproveitar e dar muito amor a este ser que já te ama e não pediu para ser assim. Curta o hoje e deixa que o amanhã pertence só a Deus e ele te consolará. E depois..... Irá vir muitos frutos de uma batalha e com certeza de vitória."
Josy Dourada
Asssesora de RH Ética e religião
Quem somos? Eis que em pleno século XX subimos no trono da história e nos achamos debatendo o que vamos fazer da vida, do mundo. Chegamos aqui, sem sabermos nada a não ser o que de forma bastante precária aprendemos durante a vida, quando aprendemos. Agora, criamos nosso próprio trono em algum lugar dentro do domínio da ignorância e travamos uma luta conosco mesmos para chegarmos a algum ponto obscuro que nem sabemos como será concluído. De fato nem sabemos se estaremos aqui amanhã. Mas temos a prepotência de achar que vamos encontrar os parâmetros para a vida. Do alto de nossas arrogâncias desprezamos Deus, que nos deu o Manual de Instruções, a Bíblia, que infelizmente religiosos igualmente arrogantes durante os séculos tem cuidado de obscurecer-lhes os sublimes princípios, e hoje enojados deste tipo de teologia, na auto deificação humana, substituímos o insubstituível para debatermos à luz de nossos recém-criados padrões, nossa própria bíblia, inspiradas por todos os grandes nomes humanos e sobre eles vamos finalmente resolver-nos. Trabalhando em anonimato explícito, Deus no entanto tem apelado às consciências através de Sua Palavra, para que o ser humano ouça suas razões diretamente dEle, e se dedique a analisar suas propostas da mesma forma como se detém para analisar proposições de grandes pensadôres e doutôres de nossos dias, e assim, em uma leitura inteligente do Texto Singular extrairmos a Ética para toda ética, a Moral para toda moral, o princípio para a condução da vida espiritual para todo ser humano que por Ele foi formado e que vamos nos encontrar brevemente. É necessário uma atitude semelhante à do grande estadista ninivita ao receber a devida notificação do Criador pelo seu mensageiro Jonas, que juntamente com toda a cidade se permitiram conduzir naquela geração pelas orientações do Eterno Deus que não tem nação, que não tem religião, que não tem, mas cuja causa é nitidamente alcançar o ser humano, fatos estes que estão registrados nos anais da história no Livro que Ele mesmo determinou para isso, a Bíblia no livro chamado de Jonas. Desejemos pois antes que nos seja tarde e não saibamos mais recompor o que destruímos, ouvir atentamente, humildemente, sem interferência de religiosos, ateus ou anti-teístas fanáticos, ou filósofos, sociólogos, psicólogos ou todo tipo de doutores, apenas nos reconhecendo como seres criados e que necessitam mais do que nunca dos princípios corretos para a vida que por Deus é projetada para ser vivida em Sua Palavra , a Bíblia
Heber
Professor Universitário Sofrimentos futuros
O que percebemos em vários casos é o grande amor que se rende às grandes dificuldades, quando em se tratando do pessoas portadoras de deficiências. Discutir sobre elas é um fato, mas em relação a anencefalia, sabe-se da deficiência e da vida nula. Portanto, conviver com uma deficiência é passível de adaptação pela luta da vida . . .
Podendo inibir, com interferência medica e judici, outros nascimentos(sendo onde quero também abordar), os vários casos de mães com distúrbio fecundativos, possuindo até mais de dois filhos com a mesma deficiênciaConsidera-se nesses casos e principalmente na condição de fetos natimortos a posição medica na interferência, criando um mecanismo de acompanhamento psicológico, para um bom continuar da vida. Não temos o direito de aniquilar vidas por assim só. Mas temos capacidade de discutir o melhor, desconectando seqüelas psicológicas pela decisão.
A opinião pública, aceitaria em minha ótica, o bloqueio dos sofrimentos futuros.
Sou grato a Deus, pela filha linda que tenho. Sou solidário a vida em poder ajudar pessoas de necessidades especiais...
***É importante conhecer casos, e opinar com base de convivência, isso faz de nós mais capazes de visualizar situações, e não apenas defender tese.
O homem é constituído por suas múltiplas escolhas, e é totalmente responsável por elas, por isso somos homens, racionalizados.
Leandro Ap. R. de souza
Estudante de Enfermagem Assassinato
O aborto é sempre um assassinato, seja de fetos anecéfalos, ou resultantes de estupro. Ninguém tem o direito de assinar a sentença de morte de um inocente. E é tempo de acabar com a falácia de que "a mulher é dona do próprio corpo", pois o feto não faz parte do corpo da mulher, é um indivíduo independente e merece o respeito. No que diz respeito à gestação fruto de estupro, porque violentar mais ainda uma criatura que foi criada por meio de um ato de violência?
Silvia Helena Sampaio de Castro
Dona de casa Conviver com o pesadelo
Quando nossos filhos ditos "normais", não correspondem à nossa expectativa, seja, na escola ou no convívio social isto já basta para nos gerar sentimentos de insatisfação, desapontamento e em casos extremos até sentimento de culpa. Fico imaginando as coisas que podem passar pelas cabeças de um casal diante do diagnóstico de um concepto mal formado e a obrigação de conviver com tamanho pesadelo durante vários meses, principalmente quando se marca a data provável de um parto que não trará seu filho à luz mas ao óbito.
Valdir Soares de Camargo
Acadêmico de Direito
Para refletir:
Será que ao nos deparar com as “deficiências” de nossos filhos, já adultos, iremos querer também ter o direito de “abortá-los”?
Depoimentos extraídos do site http://www.ghente.org/questoes_polemicas/aborto_setembro.htm
by
maluforever - vulgo gatarussa
Nenhum comentário:
Postar um comentário