segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Voce tem conseguido amar a Deus nos seus irmãos?

SE ALGUEM DIZ:
"EU AMO A DEUS", E, NO ENTANTO, ODEIA AO SEU IRMÃO, ESSE TAL É MENTIROSO,POIS QUEM NÃO AMA O SEU IRMÃO, A QUEM VÊ, NÃO PODERÁ AMAR A DEUS ,A QUEM NÃO VÊ.

E ESTE É JUSTAMENTE O MANDAMENTO QUE DELE RECEBEMOS:
QUEM AMA A DEUS, AME TAMBÉM O SEU IRMÃO.( 1 JO 4, 20-21).

Para reflexão:
Voce tem conseguido amar a Deus nos seus irmãos?


Infelizmente preciso confessar que não, ainda não alcancei essa perfeição.
É claro que no geral amo os meus irmãos, mas não posso declarar como verdadeira essa afirmativa quando existem "certas" pessoas a quem eu gostaria de ver "pelas costas", vamos assim dizer, pessoas maldosas, pessoas más, pessoas pecadoras que desejam e destroem vidas e familias sem o menor constrangimento ou arrependimento.

Amo a meus irmãos, mas não àqueles que me fizeram ou me fazem mal, ou fizeram ou fazem mal a outras pessoas. Não é que eu os odeio, mas também não posso dizer que amo: é mais fácil para nós, pobres mortais, perdoar as pessoas de nossa familia, nosso sangue, pessoas muitos próximas de nós, mas muito mais difícil perdoar os demais. A estes eu desejo, não o mal, mas que experimentem do próprio veneno, para, quem sabe, aprenderem a ser pessoas melhores; aprenderem através do sofrimento, o mesmo sofrimento que impigiram aos outros: afinal, quem pode ser feliz a partir do mal? Se isso fosse possível, seria muito injusto não?

E o que dizer então das pessoas que, mesmo passando por provações, não se arrependem, não se voltam para Deus, não reconhecem sua vida de pecado, não pedem perdão a Deus e àqueles a quem feriram, magoaram, decepcionaram, frustaram, traíram, sequer pedem perdão por si próprios, para salvação de suas próprias almas; pessoas que não crêem em Deus, nem que Jesus Cristo é o Messias, ou que ele morreu na cruz para nos salvar e nos livrar do pecado.

Será que isso é errado? Desejar que as pessoas tomem o seu próprio veneno? Às vezes penso que sim, outras, que não.

Pois se aprendemos nas sagradas escrituras que devemos chamar a atenção daqueles que erram, como podemos fazer isso se às vezes não temos como falar diretamente, nem através de um irmão: as pessoas invariavelmente se colocam na condição de meros expectadores e dizem para si e para os outros "não quero me envolver, são adultos, eles que se entendam" e muitas vezes se perde a oportunidade de salvar uma alma.

No Evangelho de Mateus 18, 15-20 encontramos um dos ensinamentos de Jesus "Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: ‘Se teu irmão chegar a pecar, vai e repreende-o, a sós, tu e ele. Se te escutar, terás ganhado um irmão’. Jesus fala de culpa como um todo, não está restrito apenas ao mal que se comete contra nós. Na verdade quando nos fazem mal e chamamos a atenção para o erro, de fato, é quase inviável saber se o que nos move é a verdade ou nosso amor próprio que se encontra ferido; se é preocupação pela salvação do outro, ou apenas defesa em benefício próprio. Na verdade, quando a falta é contra nós, o primeiro dever não é a correção, mas o perdão. Ou coisinha complicada...
Por que Jesus nos orienta a "repreender o irmão a sós"? Provavelmente por zelo à dignidade ou outro, por respeito, pois a correção na presença de outra pessoa pode ser constrangedor: corrigir um homem na presença da esposa, ou a mulher na presença do esposo; ao pai ou à mãe diante dos filhos; um professor na presença dos seus alunos; um superior diante dos seus subordinados. Isso é complicado e dificulta a aceitação da correção com a boa vontade e o bom senso necessários, pois as pessoas não reagem bem à humilhação.
Ele diz «a sós tu e ele» porque a pessoa tem o direito de defender-se e explicar suas ações ou tentar pelo menos já que, com efeito, aquilo que para um parece culpa, na intenção de quem a cometeu não o é e ele é capaz de arrumar milhões de desculpas para justificar um ato de insanidade, que muitas vezes não foi temporária ou eventual. Uma explicação sincera dissipa muitos mal-entendidos mas fica muita mais dificil se é de conhecimento público. (Frei Raniero Catalamessa)
Mas não repreendemos o irmão, na maioria das vezes "lavamos as mãos", exatamente como o fez no julgamento injusto de Jesus o Pôncio Pilatos e vai, vamos admitir, o fazemos por interesses pessoais - da mesma forma como aconteceu há mais de 2.000 anos atrás. Então, que melhor forma de aprendizado existe senão "tomar o próprio veneno"? Os exemplos ensinam mais que as palavras.
É claro que "repreender o irmão" nem sempre vai resolver, pois não depende de nós o bom resultado, por melhor que sejam as nossas intenções; o outro tem o livre arbítrio de aceitar ou não e continuar no pecado. Contudo, depende sempre e exclusivamente de nós quando se trata da nossa própria correção, ai, sim o resultado pode e deve ser positivo. De fato, a pessoa que «cometeu o pecado» pode ser nós mesmos e quem corrige ser o outro: o marido, a mulher, o amigo, o irmão de comunidade ou o padre superior. Ou seja, não só temos o dever de corrigir, mas também o dever de deixar-nos corrigir, pois só assim teremos competência para corrigir os nossos irmãos. Como podemos querer corrigir o outro se não estamos dispostos a passar pelo mesmo processo de correção? Mas como é dificil declarar que estamos errados, agradecer a quem nos chamou a atenção e nos policiarmos para não repetir o erro, não é verdade?
E olha que Jesus nos ensina: "como olhas o cisco no olho do teu irmão e não vês a trave que há no teu? Como podes dizer a teu irmão: ‘Irmão, deixa que tire o cisco que há em teu olho’, não vendo tu mesmo a trave que há no teu?" (Lc 6, 41s.).
Eu não costumava ter o hábito de me calar e por causa disso sempre fui taxada de "radical" no meu seio familiar. Eu sempre disse que "olhar já é trair", nunca concordei em "emprestar dinheiro a irmão com juros", nunca concordei em "falar da vida alheia", nunca concordei com "homosexualismo, pedofilia, infidelidade, roubo, não pagar os impostos devidos, corrupção, prostituição, traição, e muitos "ão" que tem por ai. Hoje, quanto mais me aprofundo na leitura das sagradas escrituras, mais tenho certeza que, de alguma forma, todas as minhas crenças e todos os meus direcionamentos morais estavam ligados aos ensinamentos contidos nesse livro sagrado, que foram incutidos em mim provavelmente por meus familiares: meus pais, meus avôs e avós, meus tios e tias; por leituras da Bíblia que aconteciam na sala da nossa casa, nos grupos da igreja católica que freqüentávamos ou por pessoas idosas com as quais eu convivi - aliás, eu me lembro que quando era garota eu "adorava" conversar com pessoas mais velhas.
Hoje costumo me calar mais, não tanto quanto gostaria, mas calo muito mais. A gente vai aprendendo que nada do que possamos falar ou fazer vai livrar as pessoas de passar por aquilo aonde o seu pecado vai lhe levar: ela vai ter que aprender, vai ter que sofrer o peso de se reconhecer miserável, reconhecer que existe apenas um Pai a quem cabe a repreensão e o perdão por nossos pecados. Só pode ser salvo quem se dispõe a ser e se prepara para obter essa salvação.
Enquanto eu não alcanço a santificação, preciso me reconhecer "mentirosa" pois não amo como Jesus amou, no sacrifício de sua própria carne, mas continuo perseverando, caindo e levantando e pedindo a Deus que me faça mansa e humilde de coração, pois é quando somos humilhados que se manifesta a misericórdia de Deus.

E eu vou continuar proclamando: Jesus eu confio em vós, até que eu possa merecer absolvição dos meus pecados diários e até que eu possa efetivamente afirmar que amo a Deus e assim, a todos sem distinção; amo a quem me faz bem e a quem me faz o mal.


By MaluForever - vulgo gatarussa
05 de agosto de 2010

Deus existe” - Quero saber porque não acreditas, quero saber porque não o tens como teu Senhor. Porque não aceitas que existe uma força que move-nos para o bem. Que fé você tem? A fé que convém! Mas não é de conveniência que vive o cristão. Sua vivência está Naquele que morreu por nós irmão. Deus existe e Ele está no meio de nós, e por nós se deu numa cruz pra pagar os nossos pecados de incrédulos cristãos. Deus existe e eu o posso tocar, se a Ele entregar o meu coração, pois é Nele que se encontra a Salvação.

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