É assim que eu vou encontrando pérolas dentro dos meus armários.
Outro dia achei um texto que acredito foi o meu primogênito que escreveu há "long, long time ago". Achei também esse texto incrível, escrito há mais de quarenta anos atrás, eu creio; desconheço o autor, mas foi a minha irmã que escreveu para nossa mãe - a mãe mais maravilhosa que alguém jamais pode sonhar um dia ser...
Mãezinha querida,
Quero deixar aqui nestas poucas palavras que vou dizendo ao Deus dará da emoção, um grande abraço estremecido em soluços e um beijo mãezinha, um beijo muito molhado de lágrimas. Sinto que esta é a hora de ficar alegre... E nem sei como nem porque essa palavra “lágrima” tombou de meus olhos para os meus lábios. Como lhe devo e quanto minha mãe...
Devo-lhe tudo, a começar pela vida.
Por muitos e muitos meses vivi no seu seio, aquecido ao calor de seu coração e meu sangue era o seu sangue! Alimentei-me do seu pão de cada dia, que era o meu pão também! E o ar que você respirava é que conduzia o oxigênio e vida ao inconsciente e tranqüilo explorador de sua vitalidade que era eu.
Quando nasci, ficamos ainda por alguns instantes ligados um ao outro. E foi quando, mãe, mãos estranhas nos separaram, cortando, partindo o último liame que fazia de nossas vidas uma só vida.
Creio que os recém nascidos choram porque sentem a mágoa dessa separação. Mas nem por isso nos afastamos um do outro. Seu sangue generoso se transmudou na brancura do leite e eu continuei vivendo dele e de você, mãe.
E vieram depois as noites de vigília e os dias de angústia em que você aplicava sobre minha fronte os lábios temerosos de encontrar a ameaça da morte no sistema da febre.
Mais tarde, aprendi com você as primeiras palavras e a rezar a primeira oração balbuciada.
Nossa grande separação aconteceu quando você me vestiu a roupinha nova de colegial e cruzou sobre o meu peito, com emocionado carinho, a correia da malinha dos livros escolares... Lembra-se?
Eu ia enfrentar o mundo com lágrimas nos olhos porque, pela primeira vez, estava sozinho. Sem você, longe de você, longe da senhora mãezinha ...
Mas sua imagem, sua voz, a larga sombra protetora de suas asas seguiram comigo e aaté hoje me acompanham pela vida a fora.
Como e quanto eu te devo minha mãe....
Homens! Que somos nós diante da simplicidade grandiosa e divina das mulheres mães?
Creio que nós homens, só não somos completamente maus porque nascemos todos de um ventre de mulher. E é você mãezinha, é a senhora, essa mulher que festejamos e que adoramos sempre. É você... É a senhora... Não sei que tratamento lhe dar...
Creio que seria justo, creio que não ofenderia, nem de leve, a doce Mãe de Jesus, se eu lhe falasse agora rezando baixinho:
- minha mãe! Bendita sois vós entre as mulheres....
De Romilda
Devo-lhe tudo, a começar pela vida.
Por muitos e muitos meses vivi no seu seio, aquecido ao calor de seu coração e meu sangue era o seu sangue! Alimentei-me do seu pão de cada dia, que era o meu pão também! E o ar que você respirava é que conduzia o oxigênio e vida ao inconsciente e tranqüilo explorador de sua vitalidade que era eu.
Quando nasci, ficamos ainda por alguns instantes ligados um ao outro. E foi quando, mãe, mãos estranhas nos separaram, cortando, partindo o último liame que fazia de nossas vidas uma só vida.
Creio que os recém nascidos choram porque sentem a mágoa dessa separação. Mas nem por isso nos afastamos um do outro. Seu sangue generoso se transmudou na brancura do leite e eu continuei vivendo dele e de você, mãe.
E vieram depois as noites de vigília e os dias de angústia em que você aplicava sobre minha fronte os lábios temerosos de encontrar a ameaça da morte no sistema da febre.
Mais tarde, aprendi com você as primeiras palavras e a rezar a primeira oração balbuciada.
Nossa grande separação aconteceu quando você me vestiu a roupinha nova de colegial e cruzou sobre o meu peito, com emocionado carinho, a correia da malinha dos livros escolares... Lembra-se?
Eu ia enfrentar o mundo com lágrimas nos olhos porque, pela primeira vez, estava sozinho. Sem você, longe de você, longe da senhora mãezinha ...
Mas sua imagem, sua voz, a larga sombra protetora de suas asas seguiram comigo e aaté hoje me acompanham pela vida a fora.
Como e quanto eu te devo minha mãe....
Homens! Que somos nós diante da simplicidade grandiosa e divina das mulheres mães?
Creio que nós homens, só não somos completamente maus porque nascemos todos de um ventre de mulher. E é você mãezinha, é a senhora, essa mulher que festejamos e que adoramos sempre. É você... É a senhora... Não sei que tratamento lhe dar...
Creio que seria justo, creio que não ofenderia, nem de leve, a doce Mãe de Jesus, se eu lhe falasse agora rezando baixinho:
- minha mãe! Bendita sois vós entre as mulheres....
De Romilda
Para Waldelice
Data ????? Só Deus sabe.....
Data ????? Só Deus sabe.....
from: meus tesouros preciosamente guardados
by malu@forever vulgo gatarussa
Copa do Mundo 2010 - vespera do jogo Brasil x Portugal
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